Assistir vídeos nas franquias do CERS

Assistir vídeos nas franquias do CERS

Em: Educação a distância | Showcase | Vídeo

Quando o CERS começou a projetar as Franquias, o que mais causou preocupações é os alunos que assistissem às víde-aulas nas franquias e estes terem problemas de travamento de vídeos. Imagine uma sala com 50 alunos assistindo vídeos, ao mesmo tempo, diretamente da internet e travando.

Então após muitas idéias, sugerimos que cada uma das franquias possuíssem um PoP interno para fazer cache dos vídeos do CERS. Assim, quando um aluno for assistir a um vídeo, o vídeo é buscado do servidor que esta dentro da franquia sem sobrecarregar o link externo de internet.

Um PoP de vídeo é um servidor que fica o mais próximo possível de quem acessa o vídeo, a fim de entregar o vídeo o mais rápido possível e com a melhor performance possível.

Os desafios

Servidor rápido e simples

Primeiro teste bem sucedido foi com Wowza, que eu possuo certificação. Porém o alto custo de licenciamento nos fez buscar uma alternativa mais viável.

Após alguns testes resolvemos usar o NGINX para esta tarefa. Encontramos um especialista Russo em NGINX que desenvolveu um módulo totalmente customizado para nosso uso, a fim de trazer segurança dos dados guardados no servidor e rápida entrega para os alunos.

Segurança e desempenho

A primeira opção que testamos foi a criptografia do HD, porém o tempo elevado de leitura dos dados tornou este processo inviável.

Então resolvemos o problema fazendo o NGINX dividir o vídeos em pequenas partes (VOD Chunks) e salvar cada parte em um local calculado por um código que só o nosso módulo saberá aonde esta. Cada 30 minutos de vídeo gera 180 pedaços, 100 vídeos temos 18 mil partes, o que torna impossível para uma pessoa conseguir remontar sem saber a lógica original.

Para segurança, adicionamos um sistema de "PING" aonde cada PoP se comunique com nosso servidor e assim podemos ter o histórico de IP que ele possui. Saber quais PoP estão ativos e quais não respondem. E em caso de roubo de um deles, ao ser ligado na Internet temos o IP para poder recuperar a maquina. Na resposta do PING podemos envar um comando de destroy que fará com que o servidor apague todo o cache local.

Acesso remoto

Este foi um grande problema. Como todas as franquias não teriam um IP Fixo para o servidor, deixar o SSH aberto seria um grande problema de segurança estávamos com um problema para gerenciar estes servidores.

Então foi realizado duas ações:

1 - acesso remoto:

Instalamos um software de acesso remoto e usamos servidor Ubuntu com GNOME para poder acessar remotamente. Este tipo de acesso é muito mais lento que SSH porém é uma forma de acesso em caso de emergência, caso algo de errado aconteça.

2 - execução de comandos remoto:

Criamos um sistema de auto-atalização, aonde cada PoP buscaria uma vês por dia as atualizações em nosso servidor. Assim seria apenas necessário testar em nosso PoP local e caso o script esteja funcionando é só enviar ao servidor que automaticamente os PoPs.

Assim qualquer atualização necessária é feita automaticamente por todos os PoP sem necessídade de acessar cada uma das 24 maquinas.

E por fim

O projeto funcionou muito melhor que o esperado e além do desempenho que o aluno tem ao assistir as aulas dentro das salas da franquia, o CERS economiza em trafego que não precisa ser pago a VideoFront.

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